
Durante muito tempo, falar em Apometria significava falar principalmente de trabalho em grupo.
Foi nesse ambiente que ela nasceu e se desenvolveu.
Algumas décadas depois, em Lages, Santa Catarina, encontramos um personagem importante nessa história: J. S. Godinho.
Godinho trabalhava com Apometria em grupo, estudava aqueles conhecimentos e passou também a organizá-los em cursos, apostilas e livros.
Entre as pessoas que buscavam esses conhecimentos havia também terapeutas.
E pouco a pouco começou a acontecer uma mudança importante.
Técnicas que haviam sido desenvolvidas dentro de uma estrutura coletiva começaram a ser levadas para o consultório.
Era uma mudança muito maior do que simplesmente trocar o lugar do atendimento.
No grupo, havia diferentes pessoas exercendo diferentes funções.
No consultório, muitas dessas funções precisavam ser conduzidas por uma única pessoa: o terapeuta.
Assim, passaram a coexistir duas formas bastante diferentes de trabalhar:
A APOMETRIA DE GRUPO, realizada coletivamente, com diferentes participantes exercendo diferentes funções.
E a APOMETRIA DE CONSULTÓRIO, realizada individualmente e adaptada à relação entre terapeuta e atendido.
Essa passagem não aconteceu sem resistência.
Na época, discutia-se se técnicas desenvolvidas para o trabalho coletivo deveriam ou não ser utilizadas dessa nova maneira.
Mas elas chegaram aos consultórios.
E, a partir daí, a palavra Apometria começou a abrigar práticas cada vez mais diferentes entre si.
Surgiram adaptações. Novas interpretações. Novas denominações.
E isso nos leva diretamente à última parte desta história.
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