
Porto Alegre. Década de 1960.
Um homem chamado Luiz Rodrigues apresentou no Hospital Espírita de Porto Alegre uma técnica que denominava Hipnometria.
Entre aqueles que acompanharam a experiência estava o médico José Lacerda de Azevedo.
Lacerda interessou-se pelo que havia observado.
Começou a estudar, experimentar e desenvolver aquele trabalho.
Com o tempo, considerou que aquilo que investigava não deveria ser chamado de Hipnometria e adotou outra denominação:
APOMETRIA.
Mas não nasceu apenas um nome.
Ao redor de Lacerda desenvolveu-se, durante anos, um trabalho de pesquisa e atendimento.
E existe uma característica fundamental para compreender aquela Apometria: ela nasceu como trabalho de grupo.
Havia dirigente. Havia médiuns. Havia incorporação. Havia doutrinação.
As diferentes funções do atendimento estavam distribuídas entre diferentes participantes.
Foi dentro dessa estrutura coletiva que a Apometria começou a ser experimentada, observada e organizada.
Durante muito tempo, falar em Apometria significaria falar principalmente desse ambiente.
Mas algumas décadas depois, algo começaria a mudar.
Aquelas técnicas, nascidas e desenvolvidas dentro dos grupos, encontrariam um lugar bastante diferente: o consultório.
Próximo conteúdo